Dados do livro:
Título: Como ser mulher
Título original: How to be a woman
Autora: Caitlin Moran
Editora: Paralela
Páginas: 233
Quando eu tinha 16 anos e frequentava o ensino médio, tive uma conversa muito séria com minhas amigas. Nossa conversa basicamente girava em torno da esquisitice de usar a palavra "vagina". Tentamos usar vários nomes conhecidos e não rolou. Eu só conseguia rir e me sentir envergonhada - aliás, nota-se aqui que desde cedo nós nos envergonhamos da nossa sexualidade, enquanto os meninos vivem falando sobre o próprio pênis O TEMPO TODO. No fim das contas, não decidimos nada e só demos risada. O livro de Caitlin Moran me deu ótimas ideias de como devo chamar minha vagina. Daí, você pode imaginar como esse livro pode ser divertido.
Ver um livro feminista com tanto destaque me anima muito. É um ótimo guia para meninas que ainda não sabem bem o que realmente é o feminismo. Afinal, muitas meninas ainda acreditam que se assumir feminista te obriga a parar com a depilação. Não é. Mas pode ser, se você quiser.
COMO NEM TUDO SÃO FLORES...
Passei os últimos 10 dias lendo e processando tudo que encontrei nesse livro. E mesmo assim, fico confusa em dar um parecer. A verdade é que durante a leitura desenvolvi um relacionamento de amor e ódio com a autora. Em um momento estava feliz por encontrar um livro tão acessível e divertido sobre feminismo; e em outros momentos eu quase chorava de tristeza ao ler alguns posicionamentos descontextualizados e baseados em senso comum. O livro é dividido em 16 capítulos. Eu amei pouco mais que a metade. Ainda assim, senti vontade de rasgá-lo todinho em alguns momentos.
Caitlin começa narrando sua adolescência e desenvolvendo temas entorno de tudo o que foi lhe ocorrendo durante os anos. Fiquei impressionada com o fato de que ela descobriu o feminismo muito cedo. Quem dera eu tivesse acesso ao feminismo com 15 anos! Teria feito uma grande diferença na minha vida.
Caitlin começa narrando sua adolescência e desenvolvendo temas entorno de tudo o que foi lhe ocorrendo durante os anos. Fiquei impressionada com o fato de que ela descobriu o feminismo muito cedo. Quem dera eu tivesse acesso ao feminismo com 15 anos! Teria feito uma grande diferença na minha vida.



